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Que Amor É Este

"without music life would be a mistake" Friedrich Nietzsche

Que Amor É Este

#100 A Melodia do Coração Partido de Marlon Williams

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Marlon Williams chegou até mim no verão, uma paixão de Coura, e foi amor instantâneo e á primeira musica.

O neozelandês é como um casamento perfeito entre um Jeff Buckey e Elvis, uma vibe dos 80/90s tudo misturado numa musica que parece perfeita para dias de sol e de surf ou praia, e para aqueles dias em que a chuva e o frio aparecem. Ou seja foi um amor de verão, mas é perfeito para este outono.

MAKE WAY FOR LOVE são 11 musicas escritas sobre o fim do relacionamento com Aldous Harding e como toda a gente sabe os discos de amores falhados são sempre os que dão as melhores canções.

 

 

#97 Blue Lights

Apareceu de repente, mas firme e para ficar. Jorja Smith é muito provavelmente a minha artista favorita de 2018, se falarmos em novos artistas, então ai a duvida passa a certeza.

Lost & Found o disco de estreia da cantora inglesa de 21 anos apareceu-me pela mão do super single "blue lights" uma das minhas canções preferidas dos últimos meses. Tanto que não me lembro de uma semana em que não a tenha ouvido, tanto que não me lembro de nenhum amigo meu a quem eu tenha mostrado a musica e que não tenha ficado agarrado logo a ela. 

As restantes faixas do álbum não desiludem, soam melodiosas, intimas mas acima de tudo cativantes. Há momentos em que me faz lembrar o Frank da Amy, outras Lauryn Hill mas sempre com uma voz e um jeito muito próprio e um talento que já há muito não me fazia ficar tão agarrado a nenhum disco, pricipalmente em tão pouco tempo. Alem de "blue lights há uma "teenage fantasy" talvez mais pop, "february 3rd" e "dont watch me cry" mais frageis e a soar a coração desfeito ou "Where did i go" mais mexida e com um belo beat a acompanhar. Mas na verdade Lost & Found é um disco tão bem construido e as musicas encaixam de forma tão perfeita umas nas outras que merece (e deve) ser ouvido do inicio ao fim. 46 minutos que passam a voar garanto.

 

 

 

#85 20 Anos de Silence Becomes It

Sabem aqueles momentos em que de repente se sentem velhos e nostálgicos? Esta semana passam 20 anos sobre o lançamento do Silence Becomes It o disco de estreia e que catapultou para a fama os Silence 4.

Vinte anos acreditam, VINTE! Lembro-me perfeitamente do momento em que vi a cassete a primeira vez e de todo o tempo em que fiquei a olhar para ela, sempre achei piada a capa e a foto da janela. Tanto que me lembro que logo na altura cismei que tinha que comprar a cassete e que andei semanas a fazer recados para tentar juntar o dinheiro até que os meus pais umas semanas depois me levaram a loja de surpresa e me deram o resto do dinheiro para a trazer comigo. Foi o inicio da minha historia com um dos discos que mais companhia me fez ao longo de todos estes anos, perdi completamente a noção das vezes que ele rodou do inicio ao fim fosse no walkmen, no leitor de cds ou no mp3/spotify do telemóvel o Silence Becomes It é uma parte incontornável da minha ligação com a musica.

Tive a sorte de os conseguir ver duas vezes ao vivo, uma delas aqui mesmo na zona onde moro, mas infelizmente não nos últimos concertos de reunião que eles deram. Comprei os bilhetes na altura que eles foram postos a venda mas umas semanas antes tive uma lesão no joelho e na altura do concerto estava de cama e fui expressamente proibido de ir pelo medico. 

Esta semana também a Antena 3 fez referencia ao aniversario do disco com uma entrevista com a banda e o produtor sobre como nasceu o disco e como foi lidar com a fama de forma tão repentina, inesperada e intensa. Se não ouviram eu vou deixar aqui o link para o podcast. Se são fãs da banda tenho a certeza que vão gostar.

Os discos quando são bons nunca envelhecem pois não? 

 

#77 Nova Musica Portuguesa - S. Pedro

S. Pedro é Pedro Pode vocalista da (extinta?) banda portuense Doimileoito e este primeiro disco do cantor (que esta disponível de graça no bandcamp dele) é uma preciosidade. Foi lançado já o ano passado mas só mais nos últimos tempos as musicas começaram a rodar com mais frequência por cá. Chama-se "fim" porque varias das canções foram aparecendo já em 2011 na sequencia do segundo álbum dos Doismileoite e que na altura foram ficando de parte por não encaixarem no projecto da banda e simbolizam muito provavelmente um fim de ciclo. Neste caso um fim que marca um inicio.

 

#75 Os Meus Discos (15)

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Este disco junta duas das minhas coisas preferidas... os The Kills e musicas em acústico. Quando a coisa é bem feita adoro o toque e a forma crua como as musicas saem em acústico. Não podes mentir, não te podes esconder atras de um solo ou de um yeah yeah, a letra, a melodia e o sentimento tem que estar lá para a coisa funcionar.

Quando a meio do ano passado os The Kills lançaram esta edição Non-Electric fiquei logo bastante curioso ate porque todas as musicas que eles esporadicamente iam lançando ao longo dos anos no youtube e afins em acustico eram sempre muito boas e este disco não desilude. A versão da musica da Desperado da Rihanna é inesperada (embora o Jamie por varias vezes tenha dito que gosta bastante do disco dela) mas bastante boa e a nova roupagem da Wait (que já era uma das minhas favoritas) e a musica que dá titulo ao ep a Echo Home são os meus dois destaques e duas das musicas que passaram para as minhas playlists.

Se depois de ouvirem este Non Electric EP ficarem curiosos sobre a banda vão ouvir o Midnight Boom e o Blood Pressures que são dois dos meus discos favoritos de sempre e aos quais vou voltando com bastante frequencia.