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Que Amor É Este

"without music life would be a mistake" Friedrich Nietzsche

Que Amor É Este

#96 Space Is Only Noise - 1 (Setembro 2018)

Setembro normalmente é sinonimo de mês de ressaca de festivais e de ferias de verão, e de volta á rotina e ao trabalho, ou seja é normalmente um mês bastante chato vá.

Só que este ano não, este ano Setembro deu-me bastantes prendas em forma de musica, e foi um mês onde me fartei de cantar e dançar (ou o que quer que seja que eu faço). Por partes:

  • 1/2 Setembro - Indie Music Fest (Baltar)

Já tradicional ter o IMF a salvar o ultimo fim de semana das minhas ferias. Este ano o bosque voltou a estar magico e recebeu a maior enchente de sempre. Um orgulho e encher de alma ver um protejo de que gosto tanto a crescer.

No que a musica diz respeito, o cartaz era um dos meus favoritos dos últimos anos. Os Vaarwell foram perfeitos no novo palco Cisma e o "homebound 456" não podia encaixar melhor no meio das árvores e da luz de fim do dia, Papercutz com a fada Emmy Curl deixaram toda a gente a dançar e foram um dos meus momentos favoritos, Luis Severo e a doçura do curtume com uma setlist onde não faltou nada, finalmente vi em condições e gostei bastante do Sambado e dos seus acompanhantes de luxo (um dos meus discos tugas favoritos do ano). Como momentos maiores, destacam-se uns Throes + the Shine ligados a corrente e no máximo durante todo o tempo (mega surpresa para mim) e claro o homem do momento Conan Osiris com um mar de gente a dançar e a cantar praticamente todas as musicas. É um absoluto fenómeno e de longe o artista mais marcante do ano por cá.

  • Feist + La Force - Theatro Circo (Braga)

Se eu disse em cima que os Varwell e a Emmy encaixavam como uma luva no ambiente magico do bosque do choupal então que dizer de ter Feist no teatro mais bonito do mundo? 

Não conhecia nada da La Force e achei que foi demasiado electrónico e talvez um bocadinho demasiado por cima da voz dela, mas as partes só da voz com guitarra deixaram-me curioso para ouvir mais. Já a Feist foi um dos meus momentos favoritos do ano, a setlist foi bastante bem equilibrada com coisas do novo disco e singles dos álbuns antigos e voltei feliz da vida porque ela não deixou nenhuma das minhas favoritas de fora (e aquele encore com a Mushaboom e a 1234 foi no ponto).

  • Gisela João + Marta Ren - Festas de Vizela

Em dias distintos mas encaixados nas varias festas da cidade, Vizela recebeu dois furacões da musica nacional. Cheias de carisma e completamente donas do palco e da plateia. A Marta Ren de todas as vezes que a vejo mostra-me novamente (não que seja preciso) o porque de eu achar que ela é a rainha disto tudo. Ficou a faltar a "summer´s gone", mas a "smiling faces" vale por tudo.

  • Ermo + Whales + Grandfather´s House - Suave Fest (Guimarães)

Mais uma edição de Suave Fest, a fechar este ano novamente como uma espécie de pista de dança ao ar livre, num adeus ao verão. Não sou o mais fã do mundo de Grandfather´s House mas foi um bom e agarraram o publico e foram um dos concertos favoritos de muita gente que foi aos três dias. Eu fui para dançar e tanto os Whales (aquela cover de Moderat e a big pulse waves são ouro) como os Ermo não me deixaram vir desiludido. Tinha visto os Ermo umas semanas antes em Coura e eles caminham rapidamente para serem muito grandes por cá.

  • Fogo Fogo - Salto da Graça (Mondim de Basto)

Já tinha ouvido falar das míticas matines de Fogo Fogo na Casa Independente em Lisboa e até já tinha tido um cheirinho daquilo que eles podiam fazer no L´Agosto, mas este concerto no jardim em Mondim foi incrível. Num sábado cheio de atividades ao ar livre só podia acabar com uma pista de dança no jardim. Foi um dançar e abanar de corpo do inicio ao fim. O single "menina" é das coisas mais viciantes deste ano.

  • Beach House - Teatro Sá da Bandeira (Porto)

Tinha um countdown no telemóvel á meses, só para verem o meu nível de ansiedade para este concerto. Adoro Beach House e depois de um concerto no Primavera onde fiquei desiludido (estava demasiado atrás e com demasiada gente preocupada apenas em conversar á minha frente) um concerto em nome próprio e logo numa sala tão bonita como o Sá da Bandeira só podia ser bom. E foi.

Embora prefira o Teen Dream e o Depression Cherry, este novo 7 esta cheio de singles super viciantes como "Black Car", "Lemon Glow" e "Drunk in LA" e ao vivo ainda me conquistaram mais. Uma setlist bastante bem pensada e conseguida pela banda com uma viagem por todos os discos sem deixar de fora nenhum dos clássicos. Eu disse em cima que gostei imenso da escolha do Teatro Sá da Bandeira para o concerto por todo o ambiente e pelo ar clássico e mais intimista que encaixa na perfeição na banda. O único senão foi mesmo o calor imenso que estava dentro do teatro e um concerto que começou pelo menos 40m atrasado.

Ainda assim a Victoria Legrand vale por tudo.

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